Imagem de VANT ou de satélite: qual a melhor opção para agricultura?

Olá amigos da agricultura digital! Monitorar culturas através de imagens é uma prática cada vez mais comum, e a grande ciência que torna isso possível é o sensoriamento remoto. Podemos definir sensoriamento remoto, segundo Lilleesand e Kiefer (1994), como a ciência e arte de se obter informações sobre um alvo por meio da análise de dados adquiridos por um dispositivo que não esteja em contato com o alvo sob investigação. De uma forma mais prática, um sensor capta as informações de um determinado ponto na superfície da terra e transforma essas informações em dados que podemos utilizar para um determinado fim.

No blog de hoje, vamos falar sobre duas tecnologias disponíveis atualmente no mercado de sensoriamento remoto: imagens obtidas por satélites e imagens obtidas por VANTs, destacando algumas características de ambas as opções e as vantagens e desvantagens de cada uma. De antemão, consideramos que há sinergismo entre ambas as fontes de imagens, podendo estas trabalhar em conjunto para alcançar os objetivos que foram traçados no planejamento da safra. Vamos lá?

O primeiro quesito que devemos observar é a resolução espacial, que é a capacidade de um sensor detectar os objetos na superfície terrestre. Podemos dizer que quanto melhor a resolução espacial, menor o objeto distinguível pelo sensor. Imagens de satélite tem uma resolução espacial média de 30 metros, ou seja, cada pixel (cada pequeno ponto que compõe uma imagem) representa 30 metros no terreno. Para monitorar grandes áreas, sem a necessidade de um detalhamento maior do terreno, imagens de satélite são suficientes para monitorar a lavoura com agilidade, sem necessidade de operações no campo. Já as imagens obtidas pelos VANTs têm uma resolução espacial que pode chegar a até 2,3 cm por pixel, aumentando o nível de detalhamento do terreno. Para acompanhamento mais preciso de pontos de ataque de pragas e doenças na cultura, contagem de plantas e falhas de plantio, bem como projetos de sistematização agrícola, imagens de drones são as mais indicadas para execução das atividades. Levando em consideração a escala de trabalho, os satélites levam vantagem. Se levarmos em consideração o nível de detalhamento, os drones são superiores aos satélites.

A variabilidade de sensores também é um aspecto a ser considerado. Satélites possuem uma grande variedade de sensores embarcados, como multiespectrais, hiperespectrais, termais, entre outros. E alguns desses dados podem ser obtidos gratuitamente, como os dados obtidos pelo Landsat-8, que está em órbita desde 2013. Drones atualmente possuem uma gama menor de sensores possíveis de serem embarcados, o que pode limitar a obtenção de alguns dados. Ponto para os satélites.

Outro quesito importante é a frequência na geração dos mapas. Com um drone, podemos coletar imagens no momento que desejamos, em dias ensolarados ou completamente nublados. Imagens de satélite dependem do seu período orbital, ou seja, quando o satélite vai captar imagens da área de interesse, para gerar as informações que precisamos naquele momento. Esse período orbital pode variar de dias até semanas. Além da incerteza de ter os dados no momento necessário, nuvens são um empecilho às imagens de satélite, podendo estar sobrepostas ao terreno quando a imagem for captada. Drones têm a capacidade de voar abaixo das nuvens, e portanto, não sofrem desse problema. Ponto para os drones.

Acreditamos que há vantagens e desvantagens em ambos os casos. Cada um gera indicadores e soluções que devem ser previamente analisadas antes de serem aplicadas no campo. O profissional que for utilizar dessas ferramentas deve estar capacitado para transformar toda essa informação em decisões assertivas e precisas, que irão garantir o sucesso de toda uma safra e a sustentabilidade de uma empresa agrícola.

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