No local certo e quantidade exata: Saiba por que e como adotar a tecnologia na pulverização

Olá amigos do agro digital, a agricultura brasileira está passando por um acelerado processo de amadurecimento e as lavouras já estão sendo tratadas como verdadeiras indústrias a céu aberto. Vence a corrida os produtores que já enxergaram isso e questionam os antigos métodos de operação. No texto de hoje abordaremos alguns dados sobre plantas daninhas e como a tecnologia pode auxiliar o agricultor a vencer este desafio. Boa leitura!

De acordo com dados da revista AgroDBO, edição nov.2017, dos 35 milhões de hectares cultivados com soja no Brasil, 20 abrigam algum tipo de planta daninha resistente a herbicidas. A Embrapa contabiliza a existência de 29 espécies de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil, incluindo todos os mecanismos de ação existentes. Chama nossa atenção o fato de os estados do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) serem os mais afetados. De acordo com o pesquisador Fernando Adegas, oito delas são comprovadamente resistentes ao glifosato: azevém (Lolium multiflorum), três espécies de buva (Conyza bonariensis, canadensis e sumatrensis), capim-amargoso (Digitaria insularis), cloris (Cloris elata), caruru-palmeri (Amaranthus palmeri) e capim pé-de-galinha (Eleusine indica).

Segundo o Professor Pedro Jacob Christoffoleti, do Departamento de Produção Vegetal da ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, de Piracicaba (SP), em uma escala de zero a dez, em termos de importância e de impacto nas lavouras, as ervas daninhas estão no nível “10”, seguidas pelos insetos (8), vírus (8), fungos (7), bactérias (7) e nematoides (5). Para ele, não existe carência de métodos de controle e, sim, descuidos do homem. “A questão não passa por ausência de tecnologias adequadas. Isso nós temos. O gargalo está na falta de conhecimento disseminado e de assistência técnica. É um problema de política pública”.

Quando tratamos do assunto aplicação de defensivos, é do cotidiano do produtor a aplicação a taxa fixa onde se avalia a lavoura de forma homogênea e não em zonas de manejo. Entretanto, na agricultura moderna, onde os preços das commodities tem pouca variação entre safras e, por outro lado, o custo com insumos tem gradativo aumento, não se podem aceitar desperdícios, e deve se valorizar cada centavo investido. Um levantamento da consultoria Spark Inteligência Estratégica, sediada em Valinhos (SP) indica que a área de soja tratada com herbicidas complementares ao glifosato no Brasil subiu de 33% para 40% entre as safras 2015/16 e 2016/17, elevando a receita do mercado de herbicidas em 27%.

Neste contexto, a agricultura de precisão tem contribuído substancialmente com a melhoria da qualidade nos tratamentos químicos e, consequentemente, proporcionado melhor eficiência, rentabilidade e sustentabilidade ao agronegócio. Dentre as melhorias observadas nos pulverizadores, por exemplo, pode-se destacar o uso do piloto automático. Este, visa à manutenção do alinhamento correto durante o deslocamento do pulverizador, evitando falhas na distribuição do defensivo. O piloto automático pode atuar isoladamente ou em associação com mapas de variabilidade espacial ou temporal, permitindo a realização de aplicações localizadas e a taxas variáveis dos defensivos pela área de acordo com a distribuição das plantas daninhas e até das pragas e doenças.

Estudos mostram que a densidade e os tipos de plantas invasoras em diferentes regiões de uma mesma lavoura podem não ser homogêneas. Devido a esta variabilidade espacial, a aplicação de herbicida pode ser feita de maneira localizada e em taxas variáveis. Para a aplicação em taxas variáveis o produtor deve gerar as zonas de manejo, as quais são elaboradas através de sensoriamento remoto, utilizando um VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) embarcado com sensores que possibilitam a geração de imagens e dados com altíssima precisão. As informações coletadas são processadas e geram um mapa da área total com os índices de infestação, o qual auxilia na tomada de decisão para que o agrônomo responsável possa prescrever a quantidade de defensivos e local exato da aplicação. Para realizar esta operação gera-se um arquivo shapefile o qual é inserido através de um pendrive no monitor do GPS do pilo automático do pulverizador, após este procedimento é só iniciar a aplicação nas zonas de manejo definidas através do mapeamento aéreo.

A aplicação em taxa variável de defensivos só é possível por meio de um sistema de monitoramento confiável, que gere informações sobre o momento e local exato para aplicações, agregado ao uso de componentes eletrônicos nas máquinas agrícolas como GPS e sensores de velocidades. Ficou interessado, quer saber mais sobre esta tecnologia e estar entre os agricultores que irão vencer a corrida, obtendo maior produtividade e lucratividade por hectare? Entre em contato conosco!

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