Perdas na colheita: dicas para minimizar e otimizar sua colheita!

Olá amigos do agro 4.0!

Hoje, conversaremos sobre perdas na colheita da soja e como minimizá-las.

Estamos chegando ao final de mais uma safra da cultura da soja. Com ela, chega a hora de colher o esforço, dedicação e esperança depositados no campo. Segundo dados da Emater/RS, a área plantada de soja cresceu 2,30% em relação à safra anterior, chegando a 5.890.619 hectares para a safra 18/19. Além disso, segundo dados do IBGE, estima-se um aumento de 6,1% na produção do estado em relação à safra 17/18, com uma produção próxima as 18,6 milhões de toneladas. Para o estado vizinho, Santa Catarina, de acordo com dados da Epagri/SC, houve uma redução na área plantada de aproximadamente 3% em relação à safra anterior, na safra 18/19 foram cultivados 662.704 hectares, estimando-se uma produção próxima as 2,5 milhões de toneladas e uma produtividade média por hectare de 3,658 kg/ha, aumento de aproximadamente 1% comparando a safra anterior.

Segundo Delalibera et. al. (2017), o desperdício de grãos na colheita é um problema corrente para maioria das culturas anuais, no qual, deve ser dado destaque ao mecanismo de corte e recolhimento das plantas, onde podem ocorrer mais de 80% das perdas. O produtor deve sempre procurar soluções para reduzir as perdas, pois, com elas não se está deixando de produzir e sim perdendo o que já foi produzido, ou seja, o investimento em tecnologia e o trabalho não trarão o retorno esperado. Reduzir as perdas na colheita significa aumentar o lucro da atividade.

Considerando as mais variadas perdas que ocorrem na sojicultura, os tipos ou fontes de perdas podem ser definidos como: antes da colheita, causadas por deiscência ou pelas vagens caídas ao solo; perdas por trilha, separação e limpeza, que ocorrem nos grãos que tenham passado pela colheitadeira; e aquelas causadas pela plataforma de colheita, que incluem as por debulhas, por baixa altura de inserção das vagens e por acamamento das plantas na lavoura. Além disso, perdas no transporte e perdas causadas pela alta infestação de plantas daninhas e insetos também devem ser consideradas para mensurar o prejuízo.

Abaixo, vamos listar algumas práticas para evitar perdas na hora da colheita.

Velocidade da colheitadeira: A velocidade é determinada em função da produtividade da cultura e da capacidade do maquinário em manusear toda a massa colhida com o grão. Para a colheita da soja, a velocidade recomendada é de 4 a 7 km/h, em função da barra de corte e da plataforma de alimentação. Quando essa velocidade não é respeitada, o sistema de trilha da colhedora fica sobrecarregado, aumentando dessa maneira a quantidade de grãos nãos trilhados, resultando em perda.

Condições climáticas: rajadas de vento e precipitações podem fazer com que uma grande quantidade de grãos caia no solo, reduzindo a produtividade. Além disso, a umidade dos grãos, além de reduzir o desempenho da colheitadeira com problemas de embuchamento e entupimento, danifica o grão, diminui sua qualidade e aumenta o custo de secagem e armazenamento.

Regulagem da colheitadeira: uma máquina bem regulada é vital para uma colheita bem-sucedida. Máquinas desreguladas podem ocasionar perdas de até 3 sacos/ha.

Abaixo, sugerimos um checklist para a regulagem da máquina:

Afiar a barra de corte

Substituir navalhas quebradas e verificar a folga

Verifique os dedos da plataforma e substitua os danificados

Verifique a rotação e o ajuste de altura do molinete

Verifique a altura do caracol

Verifique as folgas no sistema de trilha e a calibração do sistema

Facas cegas e dedos quebrados diminuem a ação de corte da barra, aumentando a vibração das plantas, provocando abertura das vagens e fazendo com que o grão caia no solo e não na plataforma. Segundo a EMBRAPA (2011), o posicionamento do molinete em relação à barra de corte e a velocidade do molinete deve receber atenção especial. Se a velocidade for excessiva, haverá excesso de impactos sobre as plantas, resultando em quebra dos ponteiros com a consequente queda de vagens e grãos no chão. Para facilitar, a velocidade do molinete deve ser um pouco superior (15 a 20%) à de deslocamento da colhedora pela lavoura. Em máquinas modernas, a rotação do molinete já é ajustada automaticamente com a velocidade de avanço da colhedora.

Com relação às perdas durante a trilha, os desperdícios dos grãos de soja também ocorrem na trilha, na separação e na limpeza, representando entre 12% e 15% das perdas totais. Para minimizar essas perdas, conferir e ajustar se necessário as folgas entre o cilindro trilhador e o côncavo, ajustar a rotação do cilindro e manter limpos a grelha do côncavo e o bandejão. É importante também o ajuste das peneiras e do ventilador. A peneira superior deve permitir a passagem do grão e da vagem, e a inferior somente do grão. O ventilador deve ser capaz de soprar para fora a palha miúda e materiais estranhos mais leves que o grão para fora do sistema. Por fim, ajustar a tensão das correias, lubrificar e se necessário substituir peças gastas ou danificadas do sistema de armazenamento e descarga também são necessários para diminuir perdas.

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