Perdas na rentabilidade da lavoura devido ao manejo incorreto de daninhas

O manejo de plantas daninhas se torna indispensável do ponto de vista agronômico, pois a ação das plantas invasoras é bastante conhecida, competindo por água, luz, nutriente, espaço e liberação de toxinas (alelopatia), causando muitos prejuízos às culturas e consequentemente a perda de rendimento. Além disso, efeitos indiretos, como aumento do custo de produção, dificuldade de colheita, depreciação da qualidade do produto, e a capacidade que plantas daninhas têm de hospedar pragas e doenças. Segundo a EMBRAPA, as perdas estimadas ocasionadas pelas plantas daninhas podem, em casos em que não é feito controle algum, chegar a mais de 90%. Com o manejo atual, estas perdas representam em média de 13 a 15% na produção de grãos. Por estes motivos, é de fundamental importância ter conhecimento sobre a dinâmica das plantas invasoras, sua correta identificação e os diferentes mecanismos de ação dos herbicidas, evitando a interferência das plantas daninhas na cultura comercial de interesse.

Seus prejuízos estão diretamente relacionados às perdas na produtividade e na qualidade dos produtos. Um exemplo típico é o que ocorre em campos de sementes, pois podem impedir a sua certificação. O manejo após o cultivo é importantíssimo na redução da infestação e que deve ser considerado na gestão de plantas daninhas. Todavia, o que se observa é o uso inadequado das tecnologias e perda de controle de muitas espécies daninhas (resistência). Um exemplo é o que ocorreu com a introdução da soja resistente ao glifosato. Com o uso contínuo e exagerado deste herbicida, biótipos resistentes das espécies buva (Conyza bonariensis), capim amargoso (Digitaria insularis), azevém (Lolium multiflorum) e leiteiro (Euphorbia heterophylla) já foram selecionados e outras espécies também apresentam tolerância como trapoeraba (Commelina benghalensis) e erva quente (Spermacoce latifolia).

Tradicionalmente o manejo das plantas daninhas é realizado levando-se em consideração a infestação média destas plantas nas áreas agrícolas, sendo então adotadas estratégias de manejo de forma homogênea em toda a área. Porém, as plantas daninhas não se distribuem uniformemente, sendo comum o comportamento em manchas ou “reboleiras”. No entanto, a localização e mapeamento de diferentes infestações são tarefas difíceis de serem executadas em larga escala e requerem metodologias adequadas. Neste contesto, com a adoção dos drones e sensores é possível obter informação total da área, gerar índices de vegetação para detectar não somente plantas daninhas, mas também outros problemas na cultura e no solo, definir talhões e locais com maiores níveis de infestação e assim apontar produtos e dosagens a serem aplicados. Com os dados coletados através dos sensores embarcados nos drones, também é possível gerar mapas de aplicação em taxa variável que podem ser integrados diretamente ao maquinário (arquivos shapefile) o que proporciona o uso adequado do herbicida, evitando aplicação excessiva e consequentemente o surgimento de plantas resistentes, melhorando a eficiente do produto, diminuindo a quantidade aplicada do herbicida e consequentemente diminuindo o custo de produção.

Ter o controle de plantas daninhas no decorrer do ciclo da cultura é fator importante e que propicia maior lucratividade e traz ganhos na hora da colheita. Isso porque essas invasoras podem atrapalhar o desempenho da colheitadeira quebrando e embuchando os componentes da plataforma de corte da máquina, como exemplo, podemos citar a corda-de-viola e a trapoeraba. Além disto, influenciam negativamente na pureza dos grãos, prejudicam a qualidade física das sementes, e aumentam os índices de disseminação de plantas daninhas.

A identificação de daninhas com o uso de sensores embarcados em drones é de alta precisão, com rapidez na geração dos dados e confiabilidade para o manejo correto do plantio. Diminuir perdas, gerar economia e aumentar a lucratividade durante toda a safra são alguns dos benefícios desta tecnologia.

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