Uso de drones na dispersão de agentes biológicos

Olá amigos do agro 4.0! Com o surgimento da agricultura de precisão diversas novas tecnologias foram aplicadas no setor agrícola, visando aumento da produtividade e redução dos impactos ambientais provenientes da atividade. A utilização de drones tem se tornado um grande aliado para os agricultores possibilitando diversas aplicações. Uma das atividades desempenhadas por estas pequenas aeronaves não tripuladas é a aplicação de agentes biológicos. O controle biológico de pragas na agricultura brasileira vem crescendo significativamente nos últimos anos, devido a novas tecnologias de criação e reprodução em escala industrial dos agentes de controle, bem como pela adoção de novas práticas de liberação deles nas lavouras.

O uso de biodefensivos agrícolas como estratégia de controle biológico de pragas e doenças tem potencial de crescimento anual de 20%, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). Esses dados mostram que de 2017 para 2018 a indústria brasileira registrou 77% de expansão na comercialização dos insumos biológicos. O volume de vendas saltou de R$ 262,4 milhões para R$ 464,5 milhões. Estima-se que o controle biológico esteja sendo utilizado em cerca de 15 milhões de hectares, a área plantada no País é de aproximadamente 58 milhões, conforme apontam dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo Alessandro de Sene Pinto, diretor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Bug Agentes Biológicos, o controle biológico nada mais é do que o uso de um ser vivo contra outro por meio da seleção criteriosa de predadores naturais, que agem diretamente contra um alvo específico. “É uma tecnologia que reduz as aplicações de defensivos químicos e pode melhorar a eficiência das sementes geneticamente modificadas”. As aplicações são totalmente georreferenciadas, automatizadas e rastreáveis, de forma a melhorar a performance, pois a tecnologia garante uma melhor uniformidade na distribuição do agente biológico nas áreas pré-estabelecidas.

O pesquisador Adeney de Freitas Bueno, da Embrapa Soja (PR) conta que o controle biológico para soja foi muito usado nas décadas de 1980 e 1990 com a aplicação de baculovírus para o manejo da lagarta da soja. Atualmente, seu uso voltou com o registro de outros baculovírus para controle das lagartas helicoverpa e spodoptera, por exemplo. Também há no mercado os parasitoides de ovos de lepidopteros como a “vespinha” Trichogramma pretiosum. “Apesar do grande mercado potencial, a liberação intencional de agentes biológicos na soja ainda é um desafio, porque faltam equipamentos que facilitem o processo de aplicação, cenário que vem aos poucos se alterando com a redução de custo no uso de drones”, explica o pesquisador.

Nesse sentido, a utilização de drones é uma alternativa para tornar mais competitivo o uso do controle biológico, assim como a criação massal controlada desses agentes de controle. “Ao baratear o custo de aplicação com o uso de drones, a tecnologia vai se tornando mais competitiva”, diz o pesquisador.

Atualmente o agente mais utilizado na cultura da soja são os parasitoides de ovos conhecidos como “vespinhas”. Uma delas é o Trichogramma pretiosum, que quando liberado parasita os ovos de mariposas que dão origem às lagartas, impedindo seu desenvolvimento antes de eclodirem. E também o parasitoide de ovos de percevejos, Telenomus podisi, que está ainda em fase de registro nos órgãos competentes.

Bueno explica que ovos com essas “vespinhas” são liberados em campo muito próximo da sua emergência em cartelas biodegradáveis ou com pulverização das pupas dos parasitoides sem qualquer proteção sobre as plantas. O ideal é que o produtor distribua, da forma mais homogênea possível no campo, ou utilize um drone para distribuir os parasitoides que estão dentro dos ovos hospedeiros. “Ao nascer, os parasitoides vão fazer seu trabalho no campo: parasitar os ovos das pragas”, detalha.

Existe uma série de trabalhos e projetos que apresentam sistemas que combinam drones com softwares e algoritmos que permitem uma aplicação precisa e direta destas substâncias. Os softwares de última geração guiam os drones através de GPS e computadores de altíssima precisão. Estas tecnologias em conjunto possibilitam voos rasantes, monitoramento da plantação e o aprimoramento das técnicas de cultivo. Todos estes dados recolhidos e monitorados constantemente fazem com que os drones apliquem os produtos nos locais determinados e em quantidade previamente calculadas.

A eficiência do equipamento também se confirma pelos mapas de pós-aplicação que são entregues para os clientes, com todas as informações da quantidade de área aplicada, data da aplicação, quantidade de produto aplicado por hectare e quem é o responsável pelo procedimento, conseguindo, assim, mapear todos os processos do início ao fim.

Definitivamente a revolução 4.0 chegou ao campo e o controle biológico encontra um terreno fértil para que através das ferramentas da agricultura de precisão ocupe seu devido espaço nas áreas agricultáveis do país.

Tendo conhecimento do potencial e da crescente demanda por esta tecnologia nós da DRONAGRO firmamos parceria com a empresa ARPAC, com o propósito de levar a nossos clientes mais uma tecnologia que os proporcionará aumentar a produtividade e a rentabilidade da sua cultura.

Segue link do site da ARPAC para que possam estar conhecendo um pouco desta excelente empresa www.arpacbrasil.com.br/

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